relacionamentos
Por que é tão difícil se relacionar?
Porque você ainda não é! Há um vazio interior e o medo de que ao se relacionar com alguém, mais cedo ou mais tarde, você será exposto como sendo vazio.
Por isso parece mais seguro manter distância das pessoas, pelo menos você pode fingir que é.
Você não é! Você ainda não nasceu, é apenas potencial.
Você ainda não está preenchido, e somente duas pessoas preenchidas podem se relacionar.
Relacionar-se é uma das melhores coisas da vida: relacionar-se significa compartilhar. Mas antes de compartilhar, você tem que ter amor. E antes de poder amar, você deve estar cheio de amor, transbordando amor.
Duas sementes não podem se relacionar, elas estão fechadas. Duas flores podem se relacionar, elas estão abertas, podem mandar suas fragrâncias uma à outra, podem dançar no mesmo sol e no mesmo vento, podem dialogar, podem sussurrar. Isso não é possível para duas sementes. As sementes sãoo totalmente fechadas, sem janelas – como podem se relacionar?
Milhões de pessoas decidem não crescer. Elas permanecem sementes, permanecem potencialidades, nunca tornam-se realidade. Se você se relaciona, você respeita, você não pode possuir. Se você se relaciona, chega perto, muito perto, em profunda intimidade, se sobrepõe. Contudo, a liberdade do outro não é invadida, o outro permanece um indivíduo independente. O relacionamento é o do eu-você e não do eu-isso – se sobrepondo, interpenetrando então num sentido independente.
meditação da semana
DISCÍPULO: sábio Mestre, poderia ensinar-me a diferença entre a pérola e a mulher?
MESTRE: a diferença, humilde gafanhoto, é que uma pérola pode-se enfiar por dois lados, enquanto numa mulher somente por um lado.
DISCÍPULO (um tanto confuso): Mas Mestre, longe de mim contradizer vossa himalaiana sabedoria, mas ouvi dizer que certas mulheres permitem ser enfiadas pelos dois lados!
MESTRE (com um sorriso): Nesse caso, curioso gafanhoto, não se trata de uma mulher, mas sim de uma pérola.
MEDITEMOS…
agua
buenas!
tudo começou com uma música chamada: “bonito”
acabei buscando mais sobre os caras e fiquei muito grato com a “descoberta”.
jarabe de palo vem da espanha (valew a correção leo!), faz o que podemos chamar de rock alternativo latino, fala de coisas do dia-a-dia, de relações, conflitos … gosto do som deles, curto demais as letras, o vídeo abaixo é de uma canção que me agrada muito, e tem uma simples mas lindíssima letra.
forte abraço e beijo no coração
pax!
viajar é preciso
buenas!
tempo sem colocar nada novo aqui; correria tá grande por aqui! aliás, caso alguém lide com helicópteros me avise! preciso de algumas informações para um estudo que estou fazendo … trabalho! trabalho! trabalho!
fagulhas na mente formam a frase: falta muito para minhas férias?
a realidade responde: mas é claro que falta!! afinal, como contar dias para algo que não tem data? preciso antes de mais nada conseguir marcar-las! mas (sempre ele, o mas!) últimamente tem sido mais fácil falar com o Grande B do que uma prosa com meu chefe.
definitivamente preciso de férias!
quem me conhece saber o valor que a palavra “férias” tem para mim, e mais ainda o que significa não tê-las!
férias = viajar
já dizia uma canção “viajar é preciso senão, a rotina te cansa” … enfim, tô cansado! humor começa a desaparecer, e meu lado “seu saraiva” de ser florece.
nessas horas que nossos amados amigos surgem e nos sacaneiam … então, eis que surge no msn um nobre amigo, de nome andré (o mesmo que me acompanhou na cordilheira real, foto acima) e me diz: “e ai? como estamos? trabalhando?” como eu sei que ele está de férias, e mais, sei também que um dos maiores prazeres da vida dele é me zuar, respondo, já temendo é claro sua resposta: “claro né? e você por onde anda?” ele responde então: “estou em praga, na verdade estou indo agora fazer um bate-volta em viena, para amanhã seguir para veneza” (para quem lê agora, isso pode não ter parecido zuação, mas eu sou capaz de ver o sorrisinho de canto de boca dele no momento de digitar essa frase) ps.: não! não faço o tipo “perseguido” … nesse momento de pensar o que responder, minha mente pensa em várias respostas possíveis: “nossa!” “que show” “que sonho!” mas, eu sou capaz apenas de digitar a seguinte resposta: “fdp” (filho da puta! em português claro).
ai vocês me perguntam: e o que temos haver com isso? Pq escrever tudo isso?
eu respondo, citando santo agostinho ainda por cima: o mundo é um grande livro, quem não viaja, não sai da primeira página!
deixe eu clicar logo no publicar, pois já estou atrasado, desculpem o texto rápido e talvez sem sentido … vamos que vamos!
forte abraço e beijos no coração!
PAX!
um pouco de nietzsche …
buenas!
contra a célebre frase de sócrates, “conhece-te a ti mesmo”, nietzsche escreve:
nós, que somos homens do conhecimento, não conhecemos a nós próprios; somos de nós mesmos desconhecidos e não sem ter motivo. nunca nós nos procuramos: como poderia, então que nos encontrássemos algum dia? com razão alguém disse: “onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. nosso tesouro está onde se assentam as colméias do nosso conhecimento. estamos sempre no caminho para elas como animais alados de nascimento e recolhedores do mel do espírito, nos preocupamos de coração propriamente de uma só coisa – de “levar para casa” algo. no que se refere, por demais, a vida, as denominadas “vivências” – quem de nós tem sequer suficiente seriedade para elas? ou o suficiente tempo?
jamais temos prestado bem atenção “ao assunto”: ocorre precisamente que não temos ali nosso coração – e nem sequer nosso ouvido! antes bem, assim como um homem divinamente distraído e absorto a quem o sino acaba de estrondear fortemente os ouvidos com suas dozes batidas de meio-dia, e de súbito acorda e se pergunta “o que é que em realidade soou?”, assim também nós abrimos às vezes, os ouvidos depois de ocorridas as coisas e perguntamos, surpreendidos e perplexos de tudo, “o que é que em realidade vivemos?, e também ” quem somos nós realmente? e nos pomos a contar com atraso, como temos dito, as doze vibrantes campainhas de nossa vivência, de nossa vida, de nosso ser – ah! e nos equivocamos na conta…
necessariamente permanecemos estranhos a nós mesmos, não nos entendemos, temos que nos confundir com outros, e, em nós servirá sempre a frase que disse “cada um é para si mesmo o mais distante” continuamos a nos considerar “homens do conhecimento”.
(Nietzsche, F. W. Genealogia da moral – prólogo, parágrafo 1 Sils Maria, julho de 1887).
e quando eu tiver 64?
em nosso dia-a-dia corrido, de vez enquando sempre arrumamos um tempo pra entrar em orkuts da vida … entrei no perfil d um amigo de terras mineiras, e, em seu album de fotos, vi em algumas, vários outros amigos que temos em comum. na hora lembrei dos momentos que todos tivemos juntos lá em BH … ai, meus olhos seguem para a legenda de uma das fotos … pow! … que pancada! … sacam aperto de verdade no coração? algo como uma dor sufocante? confesso ter sido uma das poucas vezes que senti esse estranho sentimento … nesse momento as lágrimas vieram sem ao menos eu sentir, ou quem sabe permitir …. as linhas não eram de nenhuma notícia de morte, ou alguma revelação devastadora … eram simplesmente as linhas de um livro que este amigo usava usava pra descrever aquela foto.
enquanto eu lia, um turbilhão de emoções, fatos, momentos, faces, lugares entre outras coisas tomaram conta de mim … lembrei de encontros ás avessas, viagens, rodizios de pizza, porres, brigas, lágrimas, churrascos, cantorias, formaturas, idas e vindas … + 1 vez confesso que em poucos momentos da minha vida minha mente viajou de forma descontrolada … me toquei q envelheci pelo menos 10 anos desde as primeiras lembranças … me toquei que mesmo distante de muitos presentes nas lembranças, eu os amo como familia, e que todos os momentos passados juntos estão gravados na mente e no coração.
antes que eu me esqueça, a legenda da foto era essa:
“a ultima vez que vi o sol nascer, acho, foi ao lado dos meus amigos mais próximos. uma turma de complicados que mais complicavam a vida, com seus vinte e poucos anos. amigos que me ajudaram a passar por poucas e boas, mas que, de repente, já não estavam ao meu lado. agora, mantenho contato com um de cada vez. não existe mais a turma,não existe mais o “clube dos corações solitários”, não existe mais bebedeiras em grupo. hoje somos jovens adultos, casados, responsáveis, mais com uma dificuldade enorme para assumir que somos adultos, casados, responsáveis e nem tão jovens assim.”
trecho do livro QUANDO EU TIVER 64, do takeda
não estou casado (ainda!), não me sinto velho (pelo contrário), mas de alguma forma essas linhas foram fortes pra mim, posso estar fisicamente distante de alguns, sejam meus amigos na irlanda, sampa, bh ou até mesmo distantes dos que moram na rua d’trás, mas o que me serve de consolo é que nesse grande turbilhão, a “dor” que senti foi o medo de perder o que sinto por eles! medo de ter todas as lembranças apagadas … enfim … foi medo de perder uma das coisas que mais prezo na vida, a capacidade de reconhecer em cada um deles, um pedaço fundamental da minha própria história!
não sei se expressei bem o que quis dizer, mesmo porque essa não é a intenção … na verdade, nem sei ao certo o porque escrevi isso … simplesmente me deu vontade … é como diz uma certa música antiga … feelings, nothing more tham feelings …
Comentários (1)