Posts de Setembro, 2007|Página de posts mensais
e quando eu tiver 64?
em nosso dia-a-dia corrido, de vez enquando sempre arrumamos um tempo pra entrar em orkuts da vida … entrei no perfil d um amigo de terras mineiras, e, em seu album de fotos, vi em algumas, vários outros amigos que temos em comum. na hora lembrei dos momentos que todos tivemos juntos lá em BH … ai, meus olhos seguem para a legenda de uma das fotos … pow! … que pancada! … sacam aperto de verdade no coração? algo como uma dor sufocante? confesso ter sido uma das poucas vezes que senti esse estranho sentimento … nesse momento as lágrimas vieram sem ao menos eu sentir, ou quem sabe permitir …. as linhas não eram de nenhuma notícia de morte, ou alguma revelação devastadora … eram simplesmente as linhas de um livro que este amigo usava usava pra descrever aquela foto.
enquanto eu lia, um turbilhão de emoções, fatos, momentos, faces, lugares entre outras coisas tomaram conta de mim … lembrei de encontros ás avessas, viagens, rodizios de pizza, porres, brigas, lágrimas, churrascos, cantorias, formaturas, idas e vindas … + 1 vez confesso que em poucos momentos da minha vida minha mente viajou de forma descontrolada … me toquei q envelheci pelo menos 10 anos desde as primeiras lembranças … me toquei que mesmo distante de muitos presentes nas lembranças, eu os amo como familia, e que todos os momentos passados juntos estão gravados na mente e no coração.
antes que eu me esqueça, a legenda da foto era essa:
“a ultima vez que vi o sol nascer, acho, foi ao lado dos meus amigos mais próximos. uma turma de complicados que mais complicavam a vida, com seus vinte e poucos anos. amigos que me ajudaram a passar por poucas e boas, mas que, de repente, já não estavam ao meu lado. agora, mantenho contato com um de cada vez. não existe mais a turma,não existe mais o “clube dos corações solitários”, não existe mais bebedeiras em grupo. hoje somos jovens adultos, casados, responsáveis, mais com uma dificuldade enorme para assumir que somos adultos, casados, responsáveis e nem tão jovens assim.”
trecho do livro QUANDO EU TIVER 64, do takeda
não estou casado (ainda!), não me sinto velho (pelo contrário), mas de alguma forma essas linhas foram fortes pra mim, posso estar fisicamente distante de alguns, sejam meus amigos na irlanda, sampa, bh ou até mesmo distantes dos que moram na rua d’trás, mas o que me serve de consolo é que nesse grande turbilhão, a “dor” que senti foi o medo de perder o que sinto por eles! medo de ter todas as lembranças apagadas … enfim … foi medo de perder uma das coisas que mais prezo na vida, a capacidade de reconhecer em cada um deles, um pedaço fundamental da minha própria história!
não sei se expressei bem o que quis dizer, mesmo porque essa não é a intenção … na verdade, nem sei ao certo o porque escrevi isso … simplesmente me deu vontade … é como diz uma certa música antiga … feelings, nothing more tham feelings …
paraíso sem perceber
Não estaria você vivendo no Paraíso sem perceber?
Não estariam as frutas maduras e suculentas, prontas para serem colhidas, enquanto você continua a cavar o solo em busca de frutos amargos?
Não estaria você andando por ruas abarrotadas de diamantes sem sequer notá-los, quanto menos pegá-los?
Não estaria você ignorando diariamente oportunidades de ouro, nos poucos momentos que passa fora da confortável prisão que construiu para sua vida?
Os muros que o separam da plena satisfação não teriam sido construídos por você mesmo?
Existe ouro a ser garimpado em cada momento.
Existe alegria a ser sentida em cada amizade.
Existe um tesouro a ser descoberto em cada problema.
Abra seus olhos. Abra seu coração.
Olhe em volta, de verdade, e veja o mundo maravilhoso em que poderia estar vivendo, se você quisesse.
Deus te abençoe
encerrando ciclos …
É importante, sempre, saber quando termina uma etapa da vida. Se você insiste em permanecer nela, além do tempo necessário, perderá a alegria e o sentido de tudo o mais. Encerrando ciclos, fechando portas, ou encerrando capítulos, como queira chamar, o importante é poder encerrá-los, deixando ir momentos da vida que se concluíram.
Terminou o seu trabalho ? Acabou a sua relação com o parceiro ? Você já não vive mais numa determinada casa ? Deve fazer uma viagem ? A amizade com alguém terminou ? Roubaram você em sua casa ? Morreu um ente querido ? Quebrou ou estragou um objeto de estimação ? Você descobriu que o mentor espiritual que seguia era uma fraude ?
Você pode passar muito tempo do seu presente remoendo os porquês, tentando devolver a cacetada que levou ou mesmo procurando entender porque aconteceu tal fato em sua vida. O desgaste vai ser infinito, pois na vida, você, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos temos de ir encerrando capítulos, virando a página, concluindo etapas ou momentos da vida e seguir adiante.
Não podemos estar no presente com saudades do passado. Nem sequer perguntando-nos por que ? O que passou, passou, e temos que soltar, desprender, não ficar preso ao que passou. Não podemos ser crianças eternas, nem adolescentes tardios, nem empregados de empresas que já não existem mais, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós. Não. Os fatos passam e temos que deixá-los ir ! Por isso, às vezes, é importante destruir recordações, livrar-se de presentes, mudar de casa, rasgar.
As mudanças externas podem simbolizar processos interiores de superação. Deixar ir, soltar, desprender-se.
Na vida ninguém joga com cartas marcadas e temos que aprender a perder e a ganhar. Temos que deixar ir, virar a página, viver só o presente. O passado já passou. Não espere que lhe devolvam o passado, não espere reconhecimentos, não espere que em algum momento se dêem conta de quem é você.
Solte o ressentimento, ligar o seu televisor pessoal para retornar ao assunto, só vai causar-lhe dano mental, envenená-lo, amargurá-lo. Apesar do tempo não ser linear, a vida está para a frente, nunca para trás. O que passou deve servir apenas para que continue a viver com mais sabedoria.
Se você anda pela vida deixando portas abertas, nunca poderá desprender-se nem viver o hoje com satisfação. Noivados ou amizades que não se fecham, possibilidades de regressar para que ? Necessidade de esclarecimentos, palavras que não se disseram, silêncios que o invadiram: se puder enfrentá-los já e agora, faça-o! Se não, deixe-os ir, encerre os capítulos. Diga a você mesmo que não, que não deve voltar.
Mas não por orgulho, nem por soberba, mas porque você já não se encaixa aí, nesse lugar, nesse coração, nessa habitação, nessa morada, nesse escritório ou nesta profissão. Sua freqüência agora é outra. Você já não é o mesmo que foi há dois dias, há três meses, há um ano. Portanto, não há porque voltar.
Feche a porta, vire a página, encerre o ciclo. Nem você será o mesmo, nem as circunstâncias seriam as mesmas, porque na vida nada se mantém quieto, nada é estático. É saudável mentalmente ter amor por você mesmo, desprender-se do que já não está em sua vida. Recorde que nada, nem ninguém é indispensável.
Nem uma pessoa, nem um lugar, nem um trabalho, nada é vital para viver porque :
Quando você veio a este mundo, chegou sem qualquer adesivo ou etiqueta. Portanto, é apenas costume viver apegado a um adesivo ou etiqueta. E é um trabalho pessoal aprender a viver livre, sem o adesivo ou etiqueta humano ou físico que hoje lhe dói deixar ir. Mas … encerre, feche, limpe, jogue fora, oxigene, desprenda-se, sacuda, solte. Existem muitas palavras que significam saúde mental e, qualquer que seja a que você escolha, lhe ajudará definitivamente a seguir adiante com tranqüilidade.
Esta é a vida.
primeiro post!
buenas!
graças ao meu amigo bruno, “inauguro” meu wordpress …
com calma, as idéias brotarão e o textos surgirão … mas por hora, como diria senhor pernalonga … that’s all folks!
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