e quando eu tiver 64?
em nosso dia-a-dia corrido, de vez enquando sempre arrumamos um tempo pra entrar em orkuts da vida … entrei no perfil d um amigo de terras mineiras, e, em seu album de fotos, vi em algumas, vários outros amigos que temos em comum. na hora lembrei dos momentos que todos tivemos juntos lá em BH … ai, meus olhos seguem para a legenda de uma das fotos … pow! … que pancada! … sacam aperto de verdade no coração? algo como uma dor sufocante? confesso ter sido uma das poucas vezes que senti esse estranho sentimento … nesse momento as lágrimas vieram sem ao menos eu sentir, ou quem sabe permitir …. as linhas não eram de nenhuma notícia de morte, ou alguma revelação devastadora … eram simplesmente as linhas de um livro que este amigo usava usava pra descrever aquela foto.
enquanto eu lia, um turbilhão de emoções, fatos, momentos, faces, lugares entre outras coisas tomaram conta de mim … lembrei de encontros ás avessas, viagens, rodizios de pizza, porres, brigas, lágrimas, churrascos, cantorias, formaturas, idas e vindas … + 1 vez confesso que em poucos momentos da minha vida minha mente viajou de forma descontrolada … me toquei q envelheci pelo menos 10 anos desde as primeiras lembranças … me toquei que mesmo distante de muitos presentes nas lembranças, eu os amo como familia, e que todos os momentos passados juntos estão gravados na mente e no coração.
antes que eu me esqueça, a legenda da foto era essa:
“a ultima vez que vi o sol nascer, acho, foi ao lado dos meus amigos mais próximos. uma turma de complicados que mais complicavam a vida, com seus vinte e poucos anos. amigos que me ajudaram a passar por poucas e boas, mas que, de repente, já não estavam ao meu lado. agora, mantenho contato com um de cada vez. não existe mais a turma,não existe mais o “clube dos corações solitários”, não existe mais bebedeiras em grupo. hoje somos jovens adultos, casados, responsáveis, mais com uma dificuldade enorme para assumir que somos adultos, casados, responsáveis e nem tão jovens assim.”
trecho do livro QUANDO EU TIVER 64, do takeda
não estou casado (ainda!), não me sinto velho (pelo contrário), mas de alguma forma essas linhas foram fortes pra mim, posso estar fisicamente distante de alguns, sejam meus amigos na irlanda, sampa, bh ou até mesmo distantes dos que moram na rua d’trás, mas o que me serve de consolo é que nesse grande turbilhão, a “dor” que senti foi o medo de perder o que sinto por eles! medo de ter todas as lembranças apagadas … enfim … foi medo de perder uma das coisas que mais prezo na vida, a capacidade de reconhecer em cada um deles, um pedaço fundamental da minha própria história!
não sei se expressei bem o que quis dizer, mesmo porque essa não é a intenção … na verdade, nem sei ao certo o porque escrevi isso … simplesmente me deu vontade … é como diz uma certa música antiga … feelings, nothing more tham feelings …
4 comentários até agora
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é, amigo… o tempo passa, as lembranças ficam.. mas a vida é feliz, sim, no presente!
Pois é, a vida é vivida de momentos
temos q aproveitar o máximo possível
pq um dia esses tantos momentos, virarão: lembranças…
Mas como é bom ter lembranças… Como é bom ter tido momentos bons pra se lembrar…
Cara, realmente esse texto nos faz recordar ótimos momentos do passado e com um certo clima de saudosismo pensar q realmente amigos não são apenas importantes são necessários… afinal é com eles q passamos grande parte de nossas vidas e é com eles q dividimos momentos q nao dividiriamos com mulheres, parentes nem com ng…